
Eu te superei… Mas, não superei os planos que fiz pra gente. Não supere seu riso ou sorriso, tanto faz, sua risada ainda é a mais linda que já ouvi, a mais gostosa de ouvir. Eu te superei, mas lembro da gente na escada, você me chamava de “minha baixinha” porque, segundo você, eu era a baixinha da sua vida. Eu sinto falta de você me chamando e rindo na escada. Lembra que te prometi que sempre te chamaria de meu, apesar de tudo? Isso afeta meu interior, te olhar e pensar do dia que te chamei de meu e você sorriu. Você sempre disse que partir sem dizer tchau é a melhor saída para quem tem medo de perder pessoas especiais, e eu sempre disse que sentir falta e querer de volta eram coisas diferentes. Estava tudo tão bem, e de repente pronto, se acabou.
É um pouco egoísta da minha parte, mas essa é minha despedida e sei que você odiará ler isso da mesma maneira que odeia despedidas, tô enterrando tudo que me lembra você em um cofre que mais tarde perderei a chave, tudo mesmo, a conversa sobre meu time, as nossas pipocas, nossas idiotices e nossos xingamentos, o seu perfume, sua respiração, extremamente tudo. Não, na verdade, guardarei um momento nosso, só por guardar mesmo, afinal, ouvir você me chamando de “minha” nunca se apagará da minha mente.
Ei, lembra de quando eu disse que sua felicidade me contagiava? Ainda é verdade, então, seja feliz ok? Faça de tudo para ser feliz, porque se você estiver feliz eu sei que também estarei. Se cuida meu amor, eu te amo, mas, adeus.
— Anna Almeida, ou sua baixinha.